domingo, 30 de outubro de 2011

PSICOLOGIA E PRÁTICAS EDUCATIVAS PARA INCLUSÃO

O objetivo desse trabalho foi detectar como se dá o processo educacional dos alunos com surdez, analisando o processo de comunicação e a relação entre professor e alunos ouvintes com o aluno surdo, de forma que pudéssemos compreender como os mesmos são recebidos nas escolas regulares, e se estas realmente se enquadram como escolas inclusivas.
Como alvo desse estudo focalizamos a Escola Municipal Novo Tempo, uma vez que um dos integrantes do grupo, leciona nesta unidade de ensino e  sendo conhecedor da realidade local facilitaria a realização da entrevista. Assim, entrevistamos a professora Aline Santos da Silva, que trabalha com alunos do EJA 3ª e 4ª série e a intérprete de LIBRAS, Rosana Cardoso de Souza Bastos, atuante da Escola supracitada e também do CEAPE – Centro Educacional de Apoio Pedagógico.
O momento da análise de dados foi essencial para elaboração do texto, pois foram a partir dos mesmos que tivemos a oportunidade de nos encontrarmos diante da realidade dos alunos surdos. Tanto a fala da intérprete como da professora contribuíram de forma relevante para a realização deste trabalho, uma vez que a tomamos como referência para entendermos como se dá o ensino nesta escola dita inclusiva.
Dentre as perguntas feitas sobre a inclusão e integração, a professora conceitua os termos, entretanto percebemos um pré-conceito ao caracterizá-los atribuindo seus juízos de valor aos mesmos, já a interprete pelo fato de trabalhar em duas instituições, uma regular e a outra especial, também consegue conceituar os termos diferenciando-os em suas categorias especificas.
 Ao questioná-las sobre o que acontece na instituição se é integração ou inclusão, a professora considera que ocorre a inclusão, talvez por conta da presença do intérprete e a participação do surdo no ambiente educacional e porque os alunos são tratados de forma igual dentro de sua limitação, porém não é possível comparar as informações da professora com a da interprete, pois a mesma apenas faz citação da escola especial.
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 Portanto, com base nos estudos ao longo do curso, podemos afirmar que o fato da presença do intérprete não é garantia de inclusão, é necessário que a escola inclusiva tenha como pré-requisito a mudança de sua proposta educacional, tendo em vista adaptações curriculares necessárias à educação.
Tratando do relacionamento dos alunos surdos com os ouvintes, a intérprete torna fazer referencia a escola especial, onde trabalha com alunos surdos, por outro lado a professora afirma que no início foi difícil, mas, hoje eles se relacionam bem, utilizando sinais na comunicação, entretanto, não foi apontado pela professora se esses sinais são gestos ou a Língua Brasileira de Sinais.
Ao perguntar as entrevistadas como o intérprete contribui no processo de ensino-aprendizagem dos alunos com surdez, a professora Aline, afirmou que a intérprete sempre contribui na elaboração das atividades, sendo estas as mesmas dos alunos ouvintes. No entanto, a interprete diz  que mediante a esta adaptação, tenta proporcionar uma sensação de conforto para os alunos surdos.
Quanto aos recursos didático-pedagógicos e os critérios avaliativos para trabalhar com os alunos surdos, a professora afirmou que não existem recursos adequados para trabalhar com esta deficiência, o que dificulta o trabalho, no entanto procura avaliá-los considerando suas limitações. Já a intérprete, a mesma diz  faz uso de recursos multifuncionais, no entanto, não conseguimos identificar a qual instituição ela se refere, uma vez que não especifica durante a entrevista.  Em relação aos critérios avaliativos, a mesma novamente faz referência à escola especial, informando que na instituição não existe este processo de atribuição de  notas, “todos os dias procuramos desenvolver atividades que contribua com a superação das dificuldades dos alunos.”
Fazendo uma análise mais profunda e detalhada da posição das entrevistadas e das discussões em sala relacionadas à inclusão do aluno surdo, podemos afirmar que, infelizmente a inclusão nesta escola de ensino regular do município de Itaberaba ainda não esta sendo efetivada, pois é necessário que haja várias mudanças como: propostas de adaptação curricular, planejamento e avaliações, utilização de diferentes recursos, bem como o uso da LIBRAS por toda a comunidade escolar.
Para a implantação de uma proposta educacional inclusiva é necessário que se pense em formação continuada, que deveria ser proporcionada pelo município, pois os professores acreditam que o fato de o aluno surdo está na sala de aula e a presença da intérprete, é o que garante a inclusão dos mesmos e isto não basta, é preciso pensar também em políticas públicas que venha atender esta demanda na proporção que todos lutem por uma educação de igualdade e qualidade. 

















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