sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Uma prática inclusiva nas escolas municipais de Itaberaba Ba

Partindo da premissa que Somos Todos Iguais e Especiais, saímos a campo para comprovarmos e também detectarmos os avanços, deficiências, necessidades e efetivação de métodos pedagógicos e curriculares que possam de fato nos tornar todos iguais.
Além de que observamos também a estrutura física que abriga os alunos tidos como “normais” e também aloja aqueles que são portadores de deficiência. Ao longo da nossa visita nos deparamos com Rodrigo Souza Macedo, aluno do 6º ano (5ª série) da Escola Municipal Novo Tempo, sendo ele portador de deficiência visual desde seu nascimento.
Após uma conversa com Rodrigo, pudemos detectar no que diz respeito ao uso de novas tecnologias, ele só sabe manusear o aparelho celular e o controle remoto, isso no ambiente da escola e também no seu convívio social, referente a uso de internet, ipad, computador, notebook... ele não manteve contatos efetivos e funcionais, exceto o computador que o mesmo já teve um único contato com a máquina após uma descrição feita por uma professora, onde a mesma o levou a toques no teclado e identificação das letras.
            O aluno também nos informou que o CEAPE – Centro de Apoio e Pedagogia Especial, além de proporcionar esse primeiro contato efetivo com o computador, lhe auxilia à aproximadamente 5 anos no turno oposto, nos seguintes dias da semana:
Segunda-feira à Aulas de Português e Matemática;
Terça-feiraà Orientação, Mobilidade e Prática da Vida Independente;
Quarta-feira à Português e Matemática;
            No seu dia-a-dia, apesar da alegria contagiante de Rodrigo e o espírito de superação que dele emana, as instalações da escola supracitada, não atende as necessidades do educando que relatou a ausência de degraus, porém a falta de corrimão nos locais devidos, uma vez que o mesmo precisa ser auxiliado pelos colegas e familiares para se locomover.
            No seu relacionamento interpessoal, Rodrigo granjeia amigos e conquista espaços pelo seu jeito cativante e extrovertido, mas o que chamou a nossa atenção foi à capacidade de vencer obstáculos, tal como: manter-se concentrado em um ambiente super populoso e barulhento, conseguindo captar todas as informações fornecidas pelos professores, o que lhe torna um estudante interessado, esforçado e compromissado com seus estudos.
            Nos momentos de lazer o aluno gosta de ler e nos informou que já leu alguns livros tais como: O doce de abóbora no tacho, As treze lendas brasileiras e no momento está lendo O Toque de Ouro, todos em Braille.
Após a nossa conversa e análise do ambiente físico percebemos a falta de uma arquitetura que de fato possa incluir a todos que são portadores de deficiências, haja vista que a proposta curricular precisa ser revisada e readaptada as reais necessidades destes alunos, não passando desapercebido a formação continuada desses professores que, não dispõem  de um suporte eficiente e atuante na intervenção junto a esse grupo de pessoas especialíssimas, pois, nos estimula a olhar o próximo com mais altruísmo e senso de possibilidade de constante mudança e superação.





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